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Rizomas do Habitar Comum - O Igualitarismo Biosférico Vivemos um tempo de crise entrelaçada, ecológica, social e educativa, que nos convoca a reconsiderar a posição do humano na teia da vida. As presentes Jornadas emergem na necessidade de superar o antropocentrismo, desconstruir o dualismo estruturante entre natureza e cultura, e cultivar uma educação orientada para um destino partilhado entre todas as formas de existência. Fundadas numa constelação de pensamentos que convoca a ecosofia de Arne Næss e Félix Guattari, a ontologia da imanência de Baruch Espinosa, a crítica ao humanismo metafísico de Martin Heidegger, a viragem ecológica de Bruno Latour e o apelo à reexistência de Ailton Krenak, propomos uma reflexão simultaneamente teórica e situada: Como habitar dignamente um planeta ferido? Que gestos educativos podem afirmar o cuidado e a coexistência?
De 16 a 19 de março, nas Bibliotecas das Escolas Secundárias da Covilhã e na Universidade da Beira Interior, com docentes, investigadores e comunidade educativa alargada para pensar a inclusão numa perspetiva biosférica, isto é, para além do humano.
Com as sessões temáticas que abrem fendas no pensamento instituído: Do exílio à morada: por uma ontologia da coexistência - Ana Monteiro (AEFHP) Ecologia profunda: diálogos com a floresta - Fabrício Fernandes (UBI) Políticas de inclusão na escola, Desafios e Perspetivas - Janilce dos Praseres (UBI) Um elogio do que apodrece, notas contra a eternidade a partir de Michel Houellebecq - Jorge Ferreira (ESQP) Mulheres, Máquinas e Natureza: entre a partilha e o diálogo urgente: Teresa Nunes (UBI)
A iniciativa integra ainda uma Ação de Curta Duração acreditada pelo CFAEBI e um simbólico Jantar Rizomático.
A organização
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